TIMBRADO ORIGINAL

Qual foi a origem do Timbrado Espanhol? 

Sem dúvidas, os balbuciantes e desligados trinos primitivos passaram a sons mais musicais e sustenidos, aperfeiçoando seu repertório e em alguns casos aprendendo de outras aves, mas conservando seus timbres, piaus e chaus.

Nesta etapa esteve presente o aficionado canaricultura quem, além de selecionar a prole com melhores qualidades, acrescentou outros pássaros, também fáceis de mantes em cativeiro, tais como jilgueros, pardillos, verdecillos e especialmente ruiseñores.

Com o passar do tempo e já em datas recentes, há informações de exemplares de descendentes daqueles criados e educados na Catalunha, sobre tudo nas comarcas de Olot, Canellas, Vich e Figueira que se destacavam pela perfeição do seu canto, chegando a ter um repertório de notas metálicas muito alegres e variadas.

O repertório conseguido através de tanta dedicação e seleção, praticamente acabou com toda a briga de 1936.

Felizmente, em meados dos anos 40, um grupo de pessoas de Madri dirigido por D. Esteban Crespo Garcia, D. Domingo Serrano Peñasco e D. Angel Salido Leal, juízes da variedade de canto-roller, não se pode esquecer do importantíssimo trabalho realizado por D. Alejandro Garrido, na confecção da Planilha.

Todos se reuniram com o objetivo de recuperar a pureza da raça. Tiveram muito trabalho para localizar algum exemplar apto para iniciar sua tarefa.

Depois de anos de muito trabalho, as vezes poucos progressos e alguns fracassos, finalmente encontraram um canário com canto original e algo diferente do Canário do País. Uma vez encontrado, em quase total pureza, esta original raça de canto, genuinamente espanhola.

Para fixá-la definitivamente, foi imposta a necessidade de modificar a estrutura do canto para evitar, possíveis desvios e degenerações.

Depois de um estudo exaustivo de todo o repertorio, foi criado um Código provisório, baseado no código realizado e fundado pelo Dr. Wolf de Maikamer, para os canários de canto Roller, com a singularidade da divisibilidade por 3.

Posteriormente este código foi mudado, e também o nome de alguns Giros e sua pontuação, mas o mais importante e extraordinário destas mudanças foi sem dúvida, a substituição da sua denominação para Timbrado Espanhol, ainda mais concreta e definida.

APROVAÇÃO DO TIMBRADO ESPANHOL

Foi no dia 3 de fevereiro de 1962 que finalmente o esforço daquele grupo admirável foi reconhecido. Na Assembleia Geral da Confederação Ornitológica Mundial em Amberes na Bélgica, foi decretado unanimemente o reconhecimento a nível mundial da raça espanhola, colocada por méritos próprios entre as raças mais prestigiadas do mundo.

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